A ORIGEM

Olá, tudo bem? Gostaram das últimas duas dicas de filme? Espero que sim, se não, eu não faço a mínima ideia por que está lendo este post, pois bem.

Recebi congratulações de alguns amigos que os leram, e fizeram algumas pontuações, teve um que falou que eu deveria usar um linguagem mais técnica; eu já falei que isso não me pertence e por isso mesmo não falarei de um assunto que não entendo, falo como expectador apenas, outro ponto foi o modo chulo da linguagem aplicada em minhas singelas postagens e o por que de usar termos em inglês algumas vezes, well, quem me conhece sabe que falo assim mesmo e não tem por que mudar, fuck you. E por fim, o fato de eu estar falando até agora sobre filmes “comuns”, bem, sinto muito se não falei de Calígola, o filme é uma das mais polêmicas produções do cinema e considerado um clássico quase que obrigatório para todo cinéfilo que se preze, este, é o único que mostra o show de perversões que o Império Romano escondia, e conta a história de Calígula, o mais louco dos imperadores, um filme maravilhoso, ou mesmo do aclamado Deus e o Diabo na Terra do Sol, que conta a história de Manuel (Geraldo Del Rey) um vaqueiro que se revolta contra a exploração imposta pelo coronel Moraes (Mílton Roda) e acaba matando-o numa briga. Ele passa a ser perseguido por jagunços, o que faz com que fuja com sua esposa Rosa (Yoná Magalhães), o filme inaugurou o chamado cinema novo no Brasil, estes dois, inclusive, já assisti, e inclusive, os adorei, mas são filmes de pouco acesso, é preciso saber onde procurar para acha-los, eu mesmo tive dificuldade em assisti-los, por tanto, falo de filmes mais populares e que tenham uma certa qualidade, note que falei popular e qualidade na mesma frase, por que sabemos bem que essas duas frases “as vezes” não combinam tanto, até por que, se vou indicar um filme, ele deve ser fácil de achar, pois não tenho tempo nem disposição de procurar links pra colocar aqui e vocês baixarem, mas pretendo sim falar de filmes mais rebuscados num futuro não tão distante, enfim, feitas as considerações, vamos ao filme de hoje, let’s go!



A ORIGEM, em letras garrafais, caixa alta e negrito, com Leonardo DiCaprio e dirigido por Christopher Nolan, só por isso o filme já deveria ganhar um Oscar (rsrsrsr), sinceramente o Leonardo, em minha humilde opinião, é o ator da década, o cara se garante, e isso é unanime, mesmo entre os tais críticos especializados, A Origem só peca em um ponto, e este, é mérito dos produtores brasileiros, que é o nome, o título original é Inception, pois o filme trata da missão perigosa e complexa de Cobb (Leonardo DiCaprio) de inserir uma idéia na mente de um homem, a ponto de mudar sua visão sobre as coisas mais importantes de sua vida. Então, por que “A Origem”? Hein Brasil? Considerando que o nome não guarda coerência ALGUMA com a história THIS IS BLAZIL, Enfim…

Para muitos o filme é a perfeição cinematográfica, para outros muitos é enjoativo e cheio de falhas racionais, definitivamente isso acontece pelo fato desses não terem entendido o brilhantismo de Christopher Nolan.

Ok, ok, o filme tem uma narrativa complexamente surreal, exuberante, eu diria, mas acima de tudo, perfeita, e é exatamente isso que transforma este filme em um marco para o cinema mundial, se contar que mostra ser possível realizar projetos que não se vendam as receitas medíocres de Hollywood para “angariar fundos”.

Mas como todo brilhantismo, tem o seu efeito colateral, e é claro que A Origem teve, como por exemplo, a não indicação significativa no Oscar (2011). O filme não foi indicado aos prêmios de Melhor Diretor e Melhor Montagem. Uma verdadeira injustiça, mas nos Oscar’s técnicos o filme matou a pau, a produção levou quatro estatuetas, Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som, Melhor Fotografia e Melhores Efeitos Visuais.

Quando falamos de sonhos, ou qualquer assunto que envolva o lúdico, é preciso tomar um  certo cuidado para não acontecer erros grotescos de lógica interna, pois o fato de estarmos falando de sonho não permite que a história mostre qualquer tipo de situação absurda, levando em consideração que os sonhos não têm explicação.

No filme acompanhamos a tentativa fracassada de Cobb e Arthur em roubar informações de Saito (Watanabe), por meio de manipulação de sonhos.

Alternando entre os mundos reais e fictícios, o Cobb inclusive vive os conflitos mentais de todo protagonista, que busca reencontrar os filhos que há muito não vê, enquanto também tenta eliminar a lembrança de sua esposa que se suicidou acreditando estar em um de seus próprios sonhos.

Um dos pontos mais extraordinários é a intercalação entre os níveis do sonho, e com certeza a parte mais trabalhosa do projeto.

Ahhhh, outro ponto magnífico do filme é a trilha sonora, que ficou a cabo do “colega” Hans Zimmer que mais uma vez contribuiu de forma fantástica ao compor a extraordinária trilha sonora, trazendo uma ambientação real aos mundos irreais criados por Nolan. 

Inception é uma verdadeira aula de direção, atuação, composição musical, montagem, edição, fotografia e efeitos especiais, ele deveria ser estudado em todo curso de cinema ao redor do mundo, pois é realmente uma aula. 

O que mais posso falar? Inception é o melhor filme que eu já assisti na vida *.*

===== Detalhes do final do filme, leia sob sua responsabilidade =====

A rara habilidade de Cobb o tornou peça fundamental no traiçoeiro mundo da espionagem industrial, mas também o tornou um fugitivo internacional e ele perdeu tudo o que mais amava, vivendo nesse conflito, a famosa cena do elevador é de tirar o fôlego, lembra? Os caras no corredor do hotel brigando de cabeça para baixo? Muito bom.

A trama paralela é o lance de Cobb e a esposa, que serve para explicar o seu drama e conflito interno. Ele e a esposa Mal (esse é o nome dela mesmo, Mal) decidiram viver um sonho. O problema é que à medida que sonhavam, ao contrário de Cobb, Mal começou a confundir sonho com realidade. Com medo de que ela se perdesse no limbo, Cobb coloca uma ideia na mente da esposa de que o mundo não é real. Assim, ao "acordar", a esposa dele continua acreditando que está sonhando e por isso acaba naquele final trágico. Como Cobb tem um sentimento de culpa e saudades da esposa, à medida que entra nos sonhos das pessoas, ele acaba permitindo que a lembrança dela interfira. Então o Cobb está confundindo o sonho com a realidade, como na cena onde ele "prende" a esposa em uma de suas lembranças, só para poder vê-la sempre que puder e que isso pode fazê-lo cair no limbo.

Nesse vai e vem do mundo dos sonhos, muitas vezes nos perdemos no que é realidade e sonho, o que é magnificamente perturbador.

Note que durante todo o filme ele é perseguido, e as pessoas ficam olhando pra ele, mesmo no final, ele sempre chama a atenção das pessoas. Lembra da explicação que ele dá? Que as projeções ficam procurando o sonhador?

Será que finalmente a história que a mulher dele falou, que eles estavam vivendo o sonho ainda seria real? Será que na verdade não foi ele que sofreu a inserção e criou a ideia fixa de que aquela era a realidade e não conseguia acordar do sonho? 

Bom, é complexo, mas acho que dá pra pensar nisso tudo.

And now”. (Bruce Buffer) o final!

No final, ele estava sonhando? Evidentemente que SIM. Isso é claro. Ou não? Será? Ham?

Bem, nos momentos finais do longa, a equipe de Cobb parece ter conseguido completar a missão; depois de uma série de sonhos mirabolantes. Cobb volta para sua casa, onde espera rever seus filhos após anos de distância. Para certificar-se se é ou não realidade, ele gira seu pião (um totem, objeto que ajuda a distinguir o sonho da realidade), mas corre para sua família antes que ele pare de girar.

O filme termina com um close no pião girando, girando, girando e… E ele acaba. Então, a dúvida é: Cobb estava mesmo sonhando? O filme inteiro é um sonho? O pião cai ou não?

Acho que estou complicando mais que ajudando né? Kkkkkkkk essa é a minha intenção, você tem que assistir esse filme, não dá pra traçar uma linha lógica e coerente sem que você tenha-o assistido, por tanto, mãos a obra.

E bom filme :-)


FICHA TÉCNICA:

Título: A Origem (2010)
Título Original: Inception
Elenco: Leonardo DiCaprio, Ken Watanabe, Joseph Gordon-Levitt, Marion Cotillard, Ellen Page, Tom Hardy entre outros
Direção: Christopher Nolan
Nota Média da Crítica “Especializada”: 9,0
Minha Nota: 10,0 (COM ORGULHO)

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Bruno Kaoss

Um apaixonado por todas as formas de expressões artísticas, em especial a Música. QUESTIONADOR... Adoro divulgar informações e promover debates sobre questões sociais, econômicas, políticas, ambientais e culturais.

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