Celebrate Pride e as capinhas coloridas no Facebook


Esse texte é apenas um esboço racional sobre o Celebrate Pride e as capinhas coloridas no Facebook, baseado no meu lado espiritual. Estava pensando em fazer um vídeo no Canal #VaiEntender sobre o assunto, mas achei por bem, fazer a moda antiga, como comecei em meu blog no ano de 2007, a fim também de abarcar um nicho especial para uma maior compreensão.

No Budismo de Nitiren Daishonin não há julgamentos sobre a sexualidade ser boa ou má – somente ela existe, nem imposições para que seus praticantes manifestem um comportamento sexual em particular, deixando a decisão para o próprio indivíduo. Em uma de suas viagens para a Europa, o presidente da Soka Gakai Internacional, Dasaiko Ikeda, proferiu uma orientação sobre o tema, em Paris:

"O Budismo não considera a homossexualidade nem como um mal, nem como um bem. Como todos os senhores sabem, o Budismo é a filosofia da vida e, mais precisamente, a filosofia da vida humana. Quanto à homossexualidade, esta é uma questão que deve ser colocada em outra categoria. Conseqüentemente, o budismo não considera como um distúrbio ou vício. Como todos os seres humanos são considerados iguais, qualquer que seja a sua condição de vida, todos apresentam a natureza do Buda e podem evidenciá-la através da recitação do Nam-myoho-rengue-kyo. Por isso, é de suprema importância tomar cuidado para não considerar a homossexualidade como um desequilíbrio e absolutamente não pensar que seja um sinal de uma prática incorreta ou fraca".

Como afirma o presidente Ikeda, o budismo de Nitiren Daishonin não proclama um comportamento moralista, mas como uma filosofia de defende o respeito máximo pela vida, é importante que nos comportemos de modo digno para consigo e aos que estão ao nosso redor. Outro ponto a ser destacado é quando a própria homossexualidade é vista como um sofrimento. Neste caso, o budismo ensina a luta pra ultrapassar esta manifestação cármica, como qualquer outro desafio a ser enfrentado. Caso o indivíduo se sinta satisfeito com a sua opção sexual, não existe motivos para que modifique o seu comportamento.

Finalizando, ele cita:

"O Budismo concentra-se na iluminação para a vida universal e no auto-aperfeiçoamento de acordo com tal iluminação. A conduta ética e moral naturalmente evolui como conseqüência do auto-aperfeiçoamento, mas não é a preocupação principal. Mas, isto não quer dizer que o budismo defenda a licenciosidade sexual. Moralidade é coisa relativa, que varia de uma cultura para outra. A tentativa de qualquer religião de impor a outra cultura, padrões morais estranhos só pode estimular a rejeição da mesma e a negação do seu poder em praticar o bem. Por essa razão, ensinar a verdade básica, universal e dar apenas ênfase secundária a questões de códigos de ética – como o budismo geralmente procedeu – parece prometer maiores vantagens a todos os interessados, do que dar excessivo destaque a pontos de moralidade que, na melhor das hipóteses, são apenas relativos".

Por tanto, esse tipo de manifestação, como as capinhas coloridas do Facebook, é muito mais agradável, espalha uma energia positiva bem maior, ganha proporções amigáveis e fraternais de um público enorme e assim é mais fácil de propagar uma causa nobre, seja ela qual for, ao invés de procurar ofender só por que foi ofendido, como numa parada gay qualquer ou numa igreja evangélica qualquer.



"Consideramos justa, toda forma de amor".
(Lulu Santos)







#CelebratePride

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Bruno Kaoss

Um apaixonado por todas as formas de expressões artísticas, em especial a Música. QUESTIONADOR... Adoro divulgar informações e promover debates sobre questões sociais, econômicas, políticas, ambientais e culturais.

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