FilmeZ (O homem que fazia chover)

“Vamo colocar movimento nessa bagaça!”

Foi após ouvir esta tão estimulante frase durante um show de forró aqui na minha cidade que me veio o estampido de luz a mente, putz, meu blog tá abandonado, oh lord! É sério e triste, afinal basicamente o uso para postar conteúdos sobre a minha banda (Banda Kaoss), but este blogspot não é o oficial da banda (aliás, a banda não tem blogspot ou site, apenas uma FanPage no Facebook clique AQUI ), logo, este seria uma espaço pessoal para despejar todo excremento que sai desta minha mente. Acontece que falta tempo ($) e dinheiro também (mas não vem ao caso), eu até andei escrevendo mais daqueles pensamentos que fazia no início do blog, lembro que até dava dicas de bandas, shows, filmes e livros, aliás, filmes é a minha segunda paixão, depois da música, claro, mas desde o ano passado realmente havia abandonado este espaço, logo fazia-se necessário algum conteúdo relevante in my personal blog, já que na cidade existem poucos críticos de filme (note que falei FILME e não CINEMA) quiçá exista algum, bom, pelo menos nos blogs que frequento da região vi pouca coisa relacionada, e o que tem é quase que  um CTRL + C e CTRL + V de outros blogs, até parece que o cara nem assistiu o filme.
Masss, se é para o bem de meus leitores (sim, falo de vocês dois aí) eu o farei, até por que temos a necessidade de expressar o que sentimos em relação a tudo na vida, e por que não falar de algo tão prazeroso pra mim que é FILME.
Não sou formado nisso e tão pouco letrado para escrever de forma rebuscado alinhado aos padrões universitários, tão pouco tenho conhecimento em linguística, escrevo do jeito que dá, então vai lendo aí e entendo o que “falo” ou não, por que geralmente não volto corrigindo palavras, nem mesmo quando o Word acusa com a listrinha vermelha, eu escrevo como falo, e quem me conhece saca, enfim, aqui postarei indicações de filmes, uma crítica pessoal (lembrando que crítica não só falar mal) dos filmes que já vi, claro que usarei alguns textos tirados da internet, até por quê quem decora ficha técnica de filme com data e cor dos olhos do assistente de direção deve ser perturbado ou no mínimo viver disso :-)

Irei colocar a Tag destes posts de FilmeZ. Isso mesmo com Z e vai sair toda sexta-feira.

Para este primeiro e loooongo post correlacionado a filmes irei indicar um filme maravilhoso que assisti numa madruga de dezembro passado (2012) após chegar de uma festa, e pasmem, na Globo, mas a Globo tem uma programação legal, só que eles escondem, ela entra no ar após as 2h da madruga, prestem atenção rsrsrs

Vamos ao filme:

O HOMEM QUE FAZIA CHOVER


É um excelente filme dentro da temática do Direito do grandioso diretor Coppola. Mostra os desafios de um jovem advogado no começo da carreira, sua aproximação pessoal com os clientes e seus debates éticos com os colegas de profissão. Apesar de o personagem principal ficar por conta do ator Matt Damon; Danny Devitto se destaca como coadjuvante interpretando um exótico, e ao mesmo tempo experiente, advogado sem licença para atuar na profissão, hilário, o cara foi reprovado mais de 7 vezes no exame da ordem e mesmo assim insiste kkkkkkkkk, além do fodão Jon Voight como o antagonista chefe dos advogados de um conglomerado de seguros, e Claire Daines, que faz o par romantiquinho com o protagonista.

A história gira em torno de um combate do idealista Rudy Baylor (Matt Damon), auxiliado na causa pelo “bacharel” Deck Schifflet (Danny Devitto), contra uma empresa gigante da área de seguros, na busca pelo justo auxílio médico devido ao segurado acometido por leucemia. Era urgente a realização de um transplante de medula, valendo dizer que o beneficiário sempre honrara a tempo certo as prestações contratadas pela seguradora. Frente às negativas, o processo se arrastava na justiça. O cliente vai definhando a cada dia. Mas a poderosa seguradora protegida por excelentes e bem pagos advogados, consegue ir adiando a definição do caso, usando de artifícios e medidas meramente protelatórias (aprendi no filme essa palavra rsrsr), além de oferecer descabidas propostas de acordo. O doente não resiste. Morre poucos meses após o início da batalha processual. Calma, não é o final, se você chegar a assistir o filme, vai notar que a morte do rapaz é meio que previsível, e não é o desfecho final, na verdade, a sua morte marca um ponto importante e uma reviravolta na história, e calma, não vou contar o final, eu acho.

Paralelo a isso tudo, o nosso herói conhece uma bela jovem que era frequentemente espancada pelo marido, e é ÓBVIO que se apaixonam, ela era amiga da mãe do rapaz que o Matt Damon defende e ficam trocando olhadas com direito a passada de língua nos lábios kkkkkkkk zuando, não tem isso não. Eles chegam às vias de fato no envolvimento, daí quando a moça finalmente se decide pela separação do marido nervosinho e, acompanhada de Baylor (Matt), comete a maior burrice que já vi, vai em casa pra pegar umas roupas (ai ai mulheres), lógico que o casal é surpreendido pelo marido agressor dãããããã. Então a pancadaria rola solta, é todo mundo contra o caba e vice versa (ham?), só sei que no meio do bolo o caba cai, resultando em uma séria lesão provocada pelo advogado (Matt). Daí vem uma das partes mais legais do filme a lá Stephen King, a mulher manda o Matt Damon sair da casa, ele insiste em ficar, mas ele o convence a esperar no carro. Então... Ouve-se um disparo. Já viu que lascou né? Ela mata o gabiru e vai presa, o danadinho do Matt paga fiança, alegando legitima defesa e crime doméstico, então ela é liberada. 

===== Spoiller Alert, leia sob sua responsabilidade =====

Depois disso tudo vem o final do filme, eu não ia falar aqui por que podia alguém ler este post e me xingar, mas coloquei o alerta de Spoiller, então ler quem quer, e mais, não precisa ser um grande gênio pra sacar que eles ganhar a causa, é lógico cara, ora mais, o rapaz morreu, Matt tá se esfregando com a lorinha lá, tinha que acabar com um final feliz, bem, nem tãooo feliz assim né? Até por que parece que o valor pago pela seguradora para o ressarcimento do rapaz não foi o que a família solicitou, mas o que dá ao filme um ar muito legal é o fato de trazer duras críticas à desumanização do exercício do direito e da advocacia em nome dos interesses econômicos ou particulares (aqui em Icó é FATO, salvo raras exceções) , e jamais almejando – como deveria ser – a legalidade dos procedimentos e a própria justiça da decisão.

Outro ponto importante do filme, é que em momento algum, nenhum advogado, ou mesmo cliente and juiz, chama os BACHARÉIS EM DIREITO do famoso “DOUTOR” que conhecemos, ora mais, sempre achei um absurdo, mas às vezes me pego falando Dr. Fulano vez em quando, sarcasmo? Quem sabe?...

Só sei que o Matt, após ganhar a causa abandona a profissão, por estar desiludido com a nojeira que existem em ALGUNS colegas de profissão, e também pelo simples fato de achar, que, por ele ter ganho uma causa tão difícil, contra um gruo enorme de renomados advogados de uma mais enorme ainda empresa, as pessoas a partir daí iriam exigir que ele ganhasse sempre e sempre... ele vai embora para o interior e vive o resto da vida vendendo pipoca na praça, mentira kkkkkkkk. Por fim, vemos o por que do título do filme, um caba sozim, sem experiência, apenas com o dom e a paixão pelo que faz, derrota a maior empresa de seguros  dos estados unidos, sendo defendida por um grupo famosíssimo de advogados, realmente, ele fizera chover.

Bom filme a todo(a)s!

FICHA TÉCNICA:

Título: O Homem que Fazia Chover (1997)
Título Original: The Rainmaker
Elenco: Matt Damon, Danny DeVito, Mickey Rourke e Jon Voight
Direção: Francis Ford Coppola
Nota Média da Crítica “Especializada”: 6,5
Minha Nota: 8,0

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Bruno Kaoss

Um apaixonado por todas as formas de expressões artísticas, em especial a Música. QUESTIONADOR... Adoro divulgar informações e promover debates sobre questões sociais, econômicas, políticas, ambientais e culturais.

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